Ministério da Economia do Brasil está tentando limitar gastos com subsídios relacionados a combustíveis, dizem fontes

Por Marcela Ayres e Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – O Ministério da Economia do Brasil está tentando limitar o custo de subsídios mais altos para o gás de cozinha e um novo programa de transferência de dinheiro para caminhoneiros, que o governo está considerando como uma forma de amenizar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis em ano eleitoral . disseram cinco fontes familiarizadas com o assunto.

O ministério quer que as duas medidas custem entre 4 e 6 bilhões de reais (US$ 770-1,2 bilhão) este ano, segundo duas das fontes, que pediram anonimato porque as negociações ainda são preliminares.

A ideia é que essas medidas façam parte de uma proposta de emenda à Constituição do Brasil, que incluirá propostas já anunciadas pelo governo, como redução de impostos estaduais sobre combustíveis e compensação aos estados pelos impostos estaduais sobre combustíveis que renunciam.

O Ministério da Economia, que não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, não quer que o custo total do pacote, que efetivamente contornará um teto constitucional de gastos, ultrapasse 50 bilhões de reais, disseram as fontes.

Anteriormente, o ministério se opunha a tentar contornar o limite. Mas o presidente Jair Bolsonaro vem pressionando pelo alívio da inflação enquanto está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas para as eleições deste ano, marcadas para outubro.

Ao incluir as medidas em uma emenda constitucional, o governo também está tentando burlar as leis existentes que impedem em grande parte a criação de novos benefícios nos últimos seis meses de um mandato presidencial.

Todas as fontes indicaram que o formato final das medidas ainda não foi definido.

Um deles disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, queria no máximo 2 bilhões de reais para subsídios adicionais para gás de cozinha e 4 bilhões de reais para caminhoneiros, muitos dos quais são ferrenhos apoiadores de Bolsonaro.

Uma das alternativas em cima da mesa é proporcionar aos caminhoneiros um pagamento mensal de auxílio de 600 reais a um custo total de 3 bilhões de reais. Outra fonte indicou que um benefício de 1.000 reais caberia no orçamento se fosse pago apenas a 600.000 caminhoneiros, embora o ministério não tenha proposto o valor.

As medidas ganharam força depois que a estatal de petróleo Petrobras anunciou na semana passada que aumentaria os preços da gasolina e do diesel, provocando protestos generalizados no mundo político e aumentando a pressão sobre a inflação, que foi de 11,7 nos 12 meses até maio % alcançado.

(US$ 1 = 5,19 reais)

(Reportagem de Marcela Ayres e Bernardo Caram em Brasília; Edição de Matthew Lewis)

By Patricia Joca

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