Pelo menos 17 pessoas morreram após a queda de um ônibus de um viaduto, no estado de Minas Gerais, segundo a última atualização dos bombeiros na noite de sexta-feira.

A avaliação anterior feita pelas autoridades locais durante a tarde relatou 14 mortes.

Segundo os bombeiros mineiros (RS), dos 17 mortos, 12 perderam a vida no local do acidente e cinco a caminho do hospital ou já nas dependências do hospital.

Vinte e sete pessoas foram resgatadas com vida e levadas para hospitais da região, com três sobreviventes em estado grave (um adulto e duas crianças).

O acidente ocorreu por volta das 13h30 de sexta-feira (hora local, 16h30 em Lisboa), no concelho de João Monlevade, em Minas Gerais, e originou um bloqueio parcial da via.

As causas que levaram ao colapso do ônibus, próximo a uma linha ferroviária, ainda estão sob investigação. Embora as autoridades indicassem, a princípio, que o veículo havia caído de uma altura de 15 metros, a Polícia Civil informou que a queda foi de 35 metros.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros à imprensa local, ao passar pelo viaduto, o motorista “perdeu o controle do veículo após uma suposta falha mecânica do freio, batendo no retrovisor com um caminhão que passava”.

“Naquele momento, o motorista gritou que havia perdido o freio e o ônibus começou a dar ré, descontrolado, batendo na proteção lateral da ponte. Naquele momento, seis pessoas conseguiram pular do ônibus antes que ele caísse, incluindo o motorista , que ainda não foi localizado ”, afirmou os Bombeiros ao portal de notícias G1, em actualização efectuada às 20h00 (hora local, 23h00 de Lisboa).

Testemunhas no local relataram à imprensa que viram o motorista fugir após o acidente.

As autoridades informaram que todas as vítimas já haviam sido retiradas do local e os corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal do município de João Monlevade.

O veículo acidentado, da empresa Localima Turismo, saiu do estado de Alagoas (nordeste) na manhã desta quinta-feira com destino a São Paulo.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus não estava autorizado a transportar passageiros.

“A empresa (Localima Turismo, proprietária do ônibus) é cadastrada na ANTT e possui Termo de Autorização para a prestação de serviço regular concedido pelo Juízo, por meio de medida cautelar. Porém, o veículo em questão não estava habilitado para prestar o serviço de transporte de passageiros “, disse a agência ao G1.

O veículo em questão já havia sido avaliado três vezes por transporte irregular de passageiros.

Há pouco mais de uma semana, outro acidente entre um ônibus e um caminhão matou 42 pessoas em Taguaí, interior do estado de São Paulo.

By Carlos Henrique

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