Horas depois de marcar o empate do Atlético-MG com o Corinthians, Guilherme Arana cruzou mais um gol conquistado em sua lista de carreira profissional: ser convocado para a seleção brasileira. O lateral foi convocado por Tite para o jogo contra o Uruguai, na terça-feira. Há um ano, ele estava fora da Europa e decidiu voltar ao Brasil para retomar seus passos.

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“Eu já vestia a camisa do time de base, do time olímpico, mas agora é um gosto diferente. Há cerca de um ano eu estava na Europa, não estava atuando, não estava tão feliz. com o objetivo de jogar para realizar meus sonhos ”(Guilherme Arana)

Guilherme Arana será o terceiro lateral-esquerdo da Seleção contra o Uruguai – Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Galo mostrou-se interessado, ao lado de outros clubes da Série A. A negociação com o Sevilla foi difícil. Os espanhóis, que cederam o jogador à Atalanta para 2019/2020, eles queriam 8 milhões de euros de qualquer maneira para vender o atleta. Fora do alcance do Atlético.

O modelo de negócio, após semanas de negociação, foi feito de forma diferente: empréstimo de 17 meses – até junho de 2021 – por 2,5 milhões de euros em prestações, sendo 90% dos direitos económicos fixados em mais 2,5 milhões de euros.

– Tendo em conta o momento actual do atleta e o seu grande apreço pelo recente concurso, o modelo de negócio que adoptámos é ainda mais extraordinário do ponto de vista económico e desportivo – analisa Rui Costa, ex-director de futebol do Atlético, que ajudou na condução do negociação em janeiro.

Guilherme Arana (à direita) com camisa da Seleção Brasileira e calça Atlético-MG – Foto: Divulgação

Se Arana for titular em 60% das partidas do Atlético entre 31 de janeiro de 2020 (data de divulgação de seu nome no BID) até o final do contrato de empréstimo, Galo é obrigado a comprá-lo do Sevilla, também em parcelas fracionadas. Na prática, o Atlético poderá ter o lateral por 5 milhões de euros, bem abaixo do preço inicial proposto pelo Sevilla.

– A contratação da Arana já fez parte de um projeto diferente, buscando jogadores já conhecidos, com grande potencial de revenda e projeção de mercado, além de uma vantagem esportiva imediata. O Sevilla foi inflexível, mas conseguimos construir, junto com o atleta e sua equipe, a partir da vontade de Arana de voltar ao Brasil para um projeto de vanguarda – acrescenta Rui Costa, à dar.

A cláusula de presença será ativada. Afinal, Guilherme Arana é o único jogador do Atlético a disputar as 20 partidas da Série A do clube. Seria uma falta na quarta-feira, contra o Atlético-PR, no jogo final da sexta rodada. Seria. A CBF vai alugar um avião para ele do Uruguai a BH, e estará à disposição para Sampaoli, como já esteve em todas as outras rodadas.

Protagonista, o lateral se tornou um jogador-chave para o técnico argentino, que já o queria no Palmeiras quando ele começou a negociar com o clube paulista em dezembro de 2019. Viagem de Sampaoli ao São Paulo “melou”. A primeira tentativa do Galo de encontrar o comandante também. Foi o que aconteceu em março deste ano, após a renúncia de Rafael Dudamel.

Guilherme Arana tem 31 jogos em 2020 pelo Atlético, em 10 meses. Pelo Sevilla e Atalanta, ele jogou 29 jogos no total. Ele foi chamado por Tite porque Alex Telles corria o risco de ser cortado pela Covid-19, mas o teste deu negativo.

Guilherme Arana durante o Corinthians 1×2 Atlético-MG – Foto: Pedro Souza / Atlético-MG

Agora, ora sendo meio-campista, ora atacante, o lateral vai além da seleção brasileira, também da seleção olímpica nacional (seleção sub-23) que disputará os Jogos de Tóquio 2021 para defender a medalha de ouro.

Assim como em 2016, com Douglas Santos, Galo pode voltar a ter lateral-esquerdo nas Olimpíadas – sem falar na direita, já que Guga é convocado constantemente por André Jardine. Arana fará 24 anos nas próximas Olimpíadas. Porém, houve uma mudança de regra no COI e os atletas nascidos em 1997 poderão jogar nas seleções sub-23.

– O projeto Atlético foi fácil de aceitar. Arana teve uma pesquisa do Palmeiras, proposta oficial do Fluminense. O Corinthians também veio até nós. Arana queria voltar para o Brasil. Quando veio a oferta do Atlético Mineiro, ele e sua família não pensaram duas vezes. Tive um relacionamento com o Atlético porque o Emerson foi para o Betis. Então, tudo deu certo. O projeto do Atlético era Sampaoli, que gosta muito de Arana. Quando estava escalado para ir ao Palmeiras, pediu Arana para o Palmeiras, o que é muito curioso – lembra Thiago Lima, gerente da agência que cuidou da carreira de Arana na Espanha.

By Patricia Joca

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