Pateta: perfis no Facebook assustam crianças em perigo - 25.06.2020

Após um aviso da polícia civil de Santa Catarina sobre perfis de mídia social chamado Jonathana Galindo, apelidado de “Pateta”, o caso foi questionado por causa de poucas informações sobre ele. A polícia afirma que esse tipo de perfil apresenta desafios perigosos e suicidas para crianças e jovens, mas para ilustrar isso, eles tiveram apenas um relatório no Paraná até agora.

A história, remanescente de outros vírus da Internet anunciados como perigosos, como Baleia Azul e o boneco Momo, ainda há poucas informações, que chegaram da Polícia Civil de Santa Catarina e começaram a ser investigadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e pela Polícia Federal.

Como resultado, há uma crescente suspeita de que é uma “farsa”, um termo usado para histórias on-line falsas que estão se espalhando como reais. Ao mesmo tempo, devido à natureza descentralizada da web, é difícil explorar quais perfis são engraçados e quais são realmente assustadores para os jovens.

A origem do caso no Brasil

Segundo o policial Patrício Zimmermann D’Ávil, coordenador do Departamento de Polícia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Santa Catarina, o “Pateta” ingressou em um policial civil por causa do programa “Protect to Know”, que visa elevar conscientização dos pais, responsáveis, professores, crianças e adolescentes através de palestras sobre os perigos da Internet.

Uma equipe de monitoramento que trabalha no programa identificou perfis com o nome Jonathan Galindo e emitiu um alerta em 17 de junho. Eles então receberam informações sobre o primeiro caso de uma criança de dez anos que encontraria esse perfil em TikTok.

Embora o apelo ainda não seja oficial, o delegado confirmou em uma entrevista Viés que receberam informações sobre um caso recente no interior do Paraná. A família, que diz estar aterrorizada com a situação, não registrou um boletim de ocorrência.

“As mensagens foram excluídas, mas com investigação e conhecimento, algo pode ser recuperado”, explica D’Ávila. O objetivo da polícia civil é convencer a família a registrar um boletim de ocorrência para continuar a investigação.

No primeiro contato com o relatório de Viés, o delegado mencionou que a polícia estava denunciando “Homem horrível“em outros estados, mas eventualmente retorne à declaração.

Nesta terça-feira (30), no Mato Grosso do Sul, desta vez no Instagram, foi relatado um segundo caso de “Pateta” conversando com uma criança. Até a publicação deste texto, o relatório não havia recebido confirmação da polícia civil de Aquidauana (MS) – onde o caso teria ocorrido – sobre o relatório policial.

Também na terça-feira, A polícia federal anunciou que vai investigar o caso, sem dizer mais detalhes. Ele estudou, a PF disse que “não confirma a existência ou possível investigação em andamento”.

pedido de relatório, SaferNet, Uma ONG que monitora os riscos de direitos humanos na internet brasileira, disse que não encontrou evidências de que perfis com “Pateta” obrigassem crianças a cometer suicídio.

“Não há relatos de reclamações em nossa plataforma e não temos conhecimento de que uma investigação está em andamento. O episódio tem características decepção, como um episódio de uma boneca Momo “, lê uma nota enviada pela associação.

O primeiro caso no Paraná

A chefe Patrícia D’Ávila confirmou o relato de que conversou por telefone na tarde de sexta-feira com a mãe da criança no Paraná, que não queria ser identificada (26). Segundo o relatório, as mensagens encorajavam o suicídio pedindo que a criança se jogasse para fora do prédio.

Na segunda-feira (29), a mãe do garoto que teve contato com o perfil relatou um episódio no programa “Encontro com Fátima Bernardes” da Globe.

Cerca de dez dias atrás, antes de ir para a cama, perguntei ao meu filho se ele poderia dormir no meu quarto. Então fiquei surpresa, mas o rosto dele ficou surpreso com o medo. Ele estava tremendo, muito assustado. (…) Ele então relatou que de manhã estava em uma rede social que tinha um anúncio para ele lá embaixo. Quando ele entrou, apareceu uma foto de “Jonathan Galind” (…), constantemente sugerindo que meu filho seria jogado para fora do prédio.

Embora tenha ocorrido em outro estado, o caso chegou à polícia civil catarinense para conversas internas. A mãe da criança tem um relacionamento próximo com um funcionário do núcleo de inteligência e segurança institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e relatou um problema familiar a ele.

Curiosidade e novos perfis

Embora o aviso possa aumentar o acesso aos perfis do Homem Pateta e até incentivar a criação de novas contas e conteúdo de mídia social – alguns YouTubers brasileiros já fizeram vídeos pedindo carona em uma história, tentando explicar um personagem ou piada com esse personagem – a intenção da polícia é liderar sem criar pânico.

“O objetivo é alertar os pais para monitorar e conversar com seus filhos”, explica o delegado. “Mesmo com o risco de criar novos perfis com o mesmo nome, a coisa mais importante agora é dar aos pais a chance de proteger seus filhos”.

Como proceder?

Os usuários que identificarem atividades mais perigosas desse tipo de perfil devem entrar em contato com a polícia civil de seu país e registrar um relatório policial, para que a polícia determine quem está por trás dessas ações.

Segundo o enviado D’Ávil, é muito importante que crianças e adolescentes se sintam bem-vindos nessa situação. “Muitos jovens estão assustados e os pais acabam desprezando, mas as boas-vindas e a orientação são as melhores que podem ser feitas”.

A origem de “Pateta”

A imagem, que ficou conhecida como “Pateta”, atribuiu sua criação ao cineasta e maquiador James Fazzaro, proprietário da JMF Filmworks, em Fort Wayne (EUA).

Fotos do perfil de Fazzar no Facebook mostram que ele postou imagens de seu personagem usando um rosto protético de cão em 2012 e 2014.

Também é possível encontrar outras imagens desses personagens em uma galeria de arte virtual chamada Fur Affinity, onde ele aparece com o nome DuskySamum apelido que ele confirmou pela primeira vez em seu blog, em 2011 – i uma imagem que se tornou mais famosa.

Outros personagens semelhantes que ele criou foram nomeados por Gary the Goof e Larry LeGeuff, todos com aparência semelhante.

Gary e Larry LeGeuff: pobres irmãos

Postou: James Fazzaro no Domingo, 23 de março de 2014

Postou: James Fazzaro no Terça-feira, 3 de junho de 2014

De acordo com a polícia civil de Santa Catarina, perfis chamados “Jonathan Galindo” e usando a imagem de Fazzar estão ativos nos países de língua espanhola desde 2017, principalmente no México. Uma pesquisa rápida no YouTube mostra que os youtubers usaram o tópico para ganhar audiência, embora existam dados nos perfis do Facebook do ano passado.

Um exemplo disso é o canal mexicano El Rey del Random, que recebeu mais de 230.000 visualizações em um vídeo de 9 de janeiro de 2017 e chama a atenção para o título do vídeo: “Jonathan Galindo | O perfil mais assustador do Facebook (não vai deixar você dormir).” no vídeo, o youtuber exibe postagens e fotos de perfil que imitam o personagem de Pateta.

Desde que o tema ressoou, desta vez no Brasil, o número de vídeos em português sobre “Homem Pateta” continua crescendo no YouTube, em linha com o fenômeno mexicano. Alguns estão divulgando mensagens e links que não sabemos se são verdadeiros ou criados.

Embora disseminar conteúdo inapropriado e crime digital seja um assunto sério, muitas pessoas ainda aceitam a piada. Até o funk foi criado para tirar sarro de Jonathan Galind.

By Carlos Eduardo

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