A taxa de execução deste ano nos Estados Unidos já é sombria e historicamente sem precedentes. Julho passado marcou a primeira execução federal desde 2003 e, antes deste ano, apenas três pessoas foram executadas pelo governo nos últimos 50 anos.

Além disso, oito pessoas foram executadas nos últimos cinco meses, o que torna o atípico 2020 o primeiro ano, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em que o governo federal executou mais de cinco cidadãos.

Nesse desenvolvimento de decisões, destaca-se também o fato de que após a perda do presidente Donald Trump nas recentes eleições presidenciais, o ritmo desses processos ainda tem acelerado. Neste ponto, se todas as execuções programadas forem realizadas, 13 pessoas terão sido executadas sob a administração de Trump, todas pertencentes à Prisão de Terre Haute, nos Estados Unidos. Seis terão ocorrido desde que o presidente eleito Joe Biden ganhou a eleição, com algumas ocorrendo poucos dias antes de ele tomar posse.

Segundo o Centro de Informações sobre Pena de Morte, é a primeira vez desde 1889 que o governo federal realiza uma execução no período entre a eleição presidencial e a posse de um novo presidente. O governo programou mais duas execuções federais antes do final do ano, ou melhor, nesta semana: Lisa Montgomery, no dia 8 de dezembro e Bernard para hoje, 10 de dezembro.

Bernard, de 40 anos, foi acusado de cumplicidade no sequestro, roubo e assassinato de um casal no Texas em 1999 quando tinha 18 anos. Segundo a promotoria, em 2002, ele comprou o combustível e incendiou o carro onde as duas vítimas estavam , que havia levado um tiro na cabeça por outro membro do grupo. Christopher Vialva, que tinha 19 anos na época do crime e era acusado de ser o líder do grupo, foi executado há três meses na prisão de Terre Haute, em Indiana.

By Carlos Eduardo

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