A Motorola conseguiu reunir desempenho, qualidade e bom preço em um smartphone. O Arena 4G analisou a segunda geração do Moto E e gostou do que viu. O verdadeiro “baratinho” da linha Moto chega no mercado mostrando a que veio. Confira o review completo e todos os prós e contras do novo celular da Motorola.

Design

À primeira vista, o design do Moto E não mudou muito. Ele continua com pontas arredondadas, tela pequena e uma ótima ergonomia. Basta um olhar mais atento para notar que as entradas para chips e cartão de memória agora estão escondidas por uma borda removível, que pode ser substituída por outra de cor diferente. São as bands. Em vez de oferecer a troca de capas, como o Moto G Colors, o novo Moto E tem duas edições que vêm com mais duas bands. As cores padrão são branca ou preta e as opcionais são turquesa e verde.

A tela do Moto E continua com baixa resolução. São 540 por 960 pixels, o padrão conhecido como qHD. Cuidado para não confundir: o qHD não é o Quad HD, que é um padrão de qualidade de imagem muito melhor, são 2 560 por 1 440 pixels. O lado bom do display é que ele continua com 4,5 polegadas, um tamanho que virou raridade entre os smartphones atuais.

Algo extremamente útil, apesar de não ter tanta ligação assim com o quesito design, é que o produto tem ativação de tela por acelerômetro. Isso quer dizer que a tela será ligada quando você puxar o Moto E para fora do bolso ou da bolsa. Se você é daqueles que abandonou o relógio de pulso quando os celulares ficaram inteligentes, essa função é especialmente útil. Se não, talvez você reconsidere o uso do relógio depois de comprar um Moto E.

Assim como em todos os smartphones atuais da Motorola, não há botão dedicado para a câmera. A empresa supriu essa deficiência utilizando uma combinação de hardware e software: ao balançar o smartphone sobre seu próprio eixo por duas vezes, o app de câmera é iniciado, mesmo que a tela esteja bloqueada. Isso está longe de ser uma novidade para a Motorola, o Moto X 2013 já tinha esse recurso, que também está presente no Moto X 2014 e no Moto Maxx.

Não há vedação contra água nem poeira no novo Moto E, mas, na faixa de preço abaixo dos 1 mil reais, isso não chega a ser um ponto negativo, uma vez que somente o Xperia M2 Aqua oferece esses recursos nesta categoria de produtos.

Tela

Como esperado, telas de dispositivos de entrada não são um primor, sendo o Moto E 2015 um exemplo disso. Em suas 4,5 polegadas com resolução de 540 x 960 pixels e 245 ppi, as cores são medianas assim como o contraste e nitidez.  A tela não é ruim, e totalmente aceitável para o conjunto de especificações oferecidas pelo dispositivo em sua faixa de preço.

Tela moto E 2015

A proteção conta riscos e arranhões menos profundos permanece presente. Revestida pela tecnologia da Corning, a tela do Moto E se manteve com o Gorilla Glass 3. O toque na superfície é relativamente fluido, a camada de toque é muito responsiva e não junta muitas marcas de digitais.

Bateria

Bateria Moto E 2015 5456456

A bateria do Moto E 2015 dá um show à parte! Os 2.390 mAh fazem com que a carga do smart dure mais de 12h por dia. Em nossos testes, em um dia de uso normal, com acesso à Internet (3G e Wi-Fi), fazendo ligações e jogando, ela durou 15 horas. Ideal para quem passa o dia todo fora.

Câmera

Ok, chegamos a um ponto crítico. A primeira geração do Moto E tinha uma das piores câmeras que já havia visto em um smartphone, em parte por causa do foco fixo, que impossibilitava o usuário de fazer qualquer foto minimamente decente de objetos mais próximos da lente da câmera. E a segunda geração? Tenho sensações mistas.

O Moto E de 2ª geração subiu de nível no poder de processamento, mas continua sendo um smartphone básico em câmera. O sensor de 5 MP consegue capturar fotos com nível de definição e ruído razoáveis em ambientes com luz artificial. Quando a iluminação está mais prejudicada, o ruído aumenta significativamente e a velocidade do obturador fica muito baixa; é difícil não fazer uma foto tremida nessas condições.

Mais uma vez, vale menção a ausência do flash LED na traseira do Moto E. Não é como se uma luzinha resolvesse o problema de uma câmera ruim, mas trata-se de uma economia muito estranha: quase todos os smartphones da mesma faixa de preço trazem o flash LED. É um componente que pode não melhorar as fotos, mas pelo menos serve como lanterna.

Nessa época da febre das selfies, a adição da câmera frontal foi muito bem-vinda. No entanto, o sensor é péssimo e captura apenas imagens com resolução VGA (640×480 pixels). O nível de detalhes da foto é muito baixo em razão do pesado pós-processamento por software para compensar os ruídos gerados pelo sensor. Dá para arriscar uma chamada em vídeo e até tirar uma selfie em baixa resolução para compartilhar com amigos no WhatsApp, mas nada mais que isso.

Desempenho

O Moto E conta com a última versão do Android, o Lollipop, e um poderoso processador Qualcomm Snapdragon com uma CPU quad-core de 1,2 GHz e gráficos avançados. Sua memória RAM é de 1 GB e a interna é de 8 ou 16 GB, que pode ser expandida via cartão microSD de até 32 GB. 

Nos testes, o novo Moto E não deixou a desejar em nenhum momento e seu desempenho pode ser comparado ao Moto G. Os jogos demoravam um pouco a abrir, mas não travaram e nem o deixaram mais lento. Podemos dizer que ele cumpre o prometido. 

Testamos a versão de 16 GB e por isso não tivemos problemas quanto à memória. O sistema operacional ocupa 9,19 MB desse espaço. 

Performance

O modelo encaminhado para testes é embalado pelo processador Qualcomm Snapdragon 410, Cortex A53, quad-core 1.2 GHz e 1GB de RAM. Esta variante do processador está presente apenas no modelo LTE, sendo o Snapdragon 200 presente no modelo 3G. A GPU Adreno 306 (Adreno 302 no modelo 3G), é suficiente para rodar Asphalt 8 ou Crossy Road, com todas as sombras e detalhes de gráficos essenciais. Não pude notar nenhum aquecimento, mesmo em multitarefa com outros 7 aplicativos, incluindo Facebook e Spotify.

Conclusão

Com 4G e mais força de processamento, o Novo Moto E evoluiu bastante. Sem dúvidas, este é um bom aparelho com Android atualizado e alguns recursos de aparelhos mais avançados. A pergunta que o consumidor deve se fazer no momento da escolha é: devo comprar um Moto E, que tem câmeras de baixa qualidade, ou um Moto G, que tem câmeras um pouco melhores e flash LED? A diferença de preços entre os produtos é pequena. Sendo assim, o Moto E é ótimo para quem quer um produto com 4G que seja mais barato do que o Moto G.

Especificações técnicas

  • Bateria: 2.390 mAh.
  • Câmera: 5 megapixels (traseira) e VGA (frontal).
  • Conectividade: 3G, 4G (opcional), Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0, TV digital (opcional).
  • Dimensões: 129,9 x 66,8 x 12,3 mm.
  • GPU: Adreno 302 (3G) e Adreno 306 (4G).
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 32 GB.
  • Memória interna: 8 GB ou 16 GB.
  • Memória RAM: 1 GB.
  • Peso: 145 gramas.
  • Plataforma: Android 5.0.2 (Lollipop).
  • Processador: quad-core Snapdragon 200 de 1,2 GHz (3G) ou quad-core Snapdragon 410 de 1,2 GHz (4G).
  • Sensores: acelerômetro, bússola, proximidade.
  • Tela: IPS LCD de 4,5 polegadas com resolução de 960×540 pixels e proteção Gorilla Glass 3.