Home Empresas Samsung Linha Galaxy Review dos Galaxy S7 e S7 Edge: Os tops da Samsung para 2016

Review dos Galaxy S7 e S7 Edge: Os tops da Samsung para 2016

31 min read
4

Prós

  • Design sofisticado e resistente à água
  • Qualidade de câmera elevada
  • Bateria de alta capacidade
  • Tela de altíssima definição e painel AMOLED de ótima qualidade

Contras

  • Aplicativos com funções duplicadas ocupando espaço
  • Remoção do blaster infravermelho
  • Recursos de software precisam de refinamentos, como o Always On Display

A Samsung criou muita expectativa em seus fans, acima de seus mais novos tops de linha do mercado, que foram alvos de diversos rumores e vazamentos antes de seu lançamento oficial, neste review do Galaxy S7 e S7 edge, vamos abordas absolutamente tudo que a companhia coreana trouxe em seus mais novos tops de linha para o ano de 2016 lançados em sua conferencia realizada em Barcelona. O Galaxy S7 Edge é uma resposta da marca asiática para os erros cometidos no modelo anterior, com correções aqui e ali, adicionando alguns recursos novos e mantendo o que deu certo. A junção disso tudo combina em um smartphone Android espetacular, que fica facilmente no topo dos melhores aparelhos que seu dinheiro pode comprar – ao menos por enquanto.

Design

Galaxy-S7-Review-1

Este ano, a Samsung criou mais diferenças entre a versão regular do Galaxy S7 e a versão S7 Edge. Enquanto o modelo com tela curvada ganhou mais polegadas, a variante normal manteve muito do que se viu no Galaxy S6. O tamanho da tela é o mesmo, os materiais utilizados também. Na verdade, eles parecem idênticos na primeira vista. Porém, há uma série de refinamentos:

A protuberância da câmera foi diminuída, que além de deixá-lo mais bonito, evita arranhões bobos na lente e aquelas escorregadas em superfícies lisas. Outra alteração notável está na construção traseira do aparelho: o vidro agora é curvado nas laterais. Isso facilita pegá-lo da mesa e garante uma pegada mais confortável. É importante acrescentar que, embora a traseira de vidro seja bonita, ela é um ímã de marcas de dedo.

O Galaxy S7 é mais grosso e pesado do que o Galaxy S6. São 7.9 mm e 152 gramas no S7, contra 6.8 mm e 138 gramas. Foi necessário aumentar as medidas para incluir uma bateria maior. Atitude louvável da Samsung, já que a tendência das fabricantes é sacrificar a autonomia do aparelho pelo design sempre mais fino e leve. No S7 Edge, as dimensões são um pouco maiores (150,9 x 72,6 mm), com peso de 157 gramas, mas a espessura fica na média: 7.7 mm.

Repetindo o layout do Galaxy S6, os botões de volume do S7 e S7 Edge estão na parte esquerda, separados um do outro. Já o botão Power está no lado direito. Na parte superior há apenas um microfone e a bandeja (única para Nano SIM e para cartão microSD), enquanto embaixo estão o alto-falante (numa posição onde o dedo sempre acaba o cobrindo), o plug para fone de ouvido e a entrada micro USB.

Curiosamente, o USB Type-C foi deixado de lado. Mas a Samsung justifica dizendo que não quer dificultar, neste momento, a conexão com o acessório Gear VR, e também pelo fato de que a maior vantagem do USB Type-C é o carregamento rápido, característica que o S7 já tem, de qualquer forma.

Outro recurso que retorna à linha Galaxy é a proteção contra água e poeira. Ambos os modelos possuem proteção com certificação IP68, permitindo que eles sejam submersos em água, sem danos. Em nossos testes, o S7 passou até por um banho não-intencional de “Sake”, sem qualquer problema.

Tela

A tela da Samsung é excelente como sempre. O dispositivo apresenta os detalhes mais refinados da imagem, sem afetar a qualidade das cores. O contraste e a saturação são excelentes. O brilho suporta até a luz do sol mais forte, facilitando assim a leitura de qualquer conteúdo tanto durante o dia quanto durante a noite.

Assim como no Galaxy S6, o Galaxy S7 traz uma tela de 5,1 polegadas, SuperAMOLED, com resolução WQHD de 2.560 x 1.440 pixels. O aparelho apresenta uma densidade de pixels por polegada de 577 ppi. Para o uso diário, o novo carro-chefe da Samsung tem uma resolução muito boa. No entanto, em conjunto com os óculos Gear VR, as áreas escuras da borda incomodam.

Os Galaxy S7 e sua variante Edge foram construídos com otimizações adicionais pela Samsung. Graças a elas, o contraste e o brilho podem ser ajustados dependendo da luz do ambiente, garantindo também melhor legibilidade. Em ambientes muito escuros, por exemplo, é possível ver a automatização em ação, de modo que, à noite, as vezes é possível perceber uma faísca.

Os aparelhos possuem, assim como o LG G5, uma tela que está permanentemente ativa. Chamada de Always-On, diversas informações, como calendários, previsão do tempo ou notificações são exibidos no display mesmo quando o ele estiver em repouso.

O efeito sob o consumo da bateria é pequeno, porém é perceptível. De acordo com a Samsung, a função Always On deveria consumir pouca energia, já que apenas alguns pixels são ativados. No entanto, durante nossos testes, o brilho da função Always On incomodou bastante, e mantivemos o aparelho desligado na maior parte do tempo.

Software e multimídia

O software da Samsung sempre foi alvo de controvérsias. Para nós, ele tem melhorado a cada geração: o design agora está harmônico com os aplicativos do Android e não há uma sensação de trabalho mal acabado ou excesso de inutilidades da TouchWiz de três ou quatro anos atrás. Não é melhor nem pior que o Android puro, é apenas uma interface diferente.

Com a atualização para o Marshmallow, a Samsung aproveitou para dar um tapa na interface, adotando mais branco e jogando para escanteio o verde característico das versões anteriores. Praticamente todas as boas novidades do Android 6.0 estão presentes no Galaxy S7, com a triste exceção da função que permite utilizar um microSD como extensão do armazenamento interno — até dá para fazer isso, mas apenas com gambiarras pouco práticas.

Outro ponto que ainda precisa de refinamento é o problema da duplicação de aplicativos. Por que colocar um cliente de email próprio se o Gmail já oferece suporte a qualquer servidor? Para que serve o navegador da Samsung se o Chrome já vem pré-instalado no smartphone? E qual a vantagem em utilizar o Galaxy Apps no lugar do Google Play? São tentativas (falhas) de tentar prender o usuário ao ecossistema (inexistente) dos coreanos.

O Always On Display, que mantém a tela sempre ativada, mostrando um relógio, um calendário ou uma imagem aleatória, junto com o número de chamadas perdidas e mensagens não lidas, é uma boa novidade de software, mas ainda exige melhorias. Seria legal uma abordagem como a da Motorola, que permite visualizar prévias de notificações de aplicativos de terceiros, para que você realmente não precise ligar a tela. No Galaxy S7, o recurso não é muito mais do que um relógio bonito.

No caso do Galaxy S7 Edge, há uma função para aproveitar a curvatura da tela: deslizando o dedo a partir da lateral direita da tela (é possível trocar o lado se você for canhoto, como eu), você tem acesso a painéis com atalhos para contatos favoritos, aplicativos, tarefas (“tirar uma selfie” ou “ligar alarme”, por exemplo), índices financeiros e notícias do Yahoo. Esses três últimos são novidades da Edge UX.

Outra novidade do software do Galaxy S7 é o Game Launcher, que centraliza os atalhos para os games e adiciona truques novos, como a possibilidade de gravar um vídeo de gameplay ou desabilitar todas as notificações enquanto estiver na jogatina. Por enquanto, acaba sendo mais uma função para promover o aparelho (hey, temos uma GPU boa!) do que algo realmente útil.

Hardware, velocidade e desempenho

O Galaxy S7 e S7 Edge vendidos no Brasil vem embarcados com processadores Exynos 8 Octa (8890) – são quatro núcleos de 2.6GHz Mongoose e outros quatro de 1.6GHz Cortex-A53 – combinado com a GPU Mali-T880 e 4GB de memória RAM. Foram feitas diversas otimizações na performance dos aparelhos, focando na experiência para jogos. Eles são os primeiros smartphones com a API para games Vulkan, que proporciona aos usuários a capacidade de jogar com gráficos mais pesados e menor consumo de bateria.

A Samsung também integrou um sistema de refrigeração, realizado a partir de um dissipador térmico extremamente fino e, com isso, pretende diminuir a queda de performance em momentos de uso intenso.

O Galaxy S7 e S7 Edge são smartphones de altíssima performance, com desempenho suficiente para realizar diversas tarefas pesadas ao mesmo tempo. O recurso de tela dividida, que permite utilizar dois aplicativos simultaneamente, demonstra estas capacidades. Porém, em alguns momentos os aplicativos travavam sem razão aparente, tanto os apps padrões quanto os instalados; é provável que um ajuste no software corrija a falha, em breve.

O MicroSD está de volta

O suporte para cartão microSD foi trazido de volta. O Galaxy S7 e S7 Edge contam com 32 GB de armazenamento interno (25 GB utilizáveis), que podem ser expandidos para até 200 GB com o cartão de memória. Embora os aparelhos rodem o Android 6.0 Marshmallow, que possui a integração de memórias externas, a companhia optou por deixar esse recurso de fora. Na prática isso quer dizer que só será possível aproveitar o espaço extra para fotos, vídeos e outros arquivos, enquanto que aplicativos continuarão a utilizar o armazenamento nativo do aparelho.

O sensor de impressões digitais do Galaxy S7 e S7 Edge funciona tão bem quanto na geração anterior e me pareceu mais preciso. É possível cadastrar várias digitais e quando ele não é capaz de identificar a biometria, pode-se usar uma senha alfanumérica. Ao ativar o sensor, você pode desbloquear a tela e autorizar pagamentos no serviço Samsung Pay ou usar a impressão digital em aplicativos que ofereçam esse tipo de suporte. É possível também bloquear apps, exigindo a digital para acessá-los.

Uma novidade é o suporte para a tecnologia USB On-The-Go. A Samsung incluiu na caixa do aparelho um adaptador que permite conectar o Galaxy S7 e S7 Edge com qualquer outro dispositivo USB e transferir rapidamente diversos tipos de conteúdo. A tecnologia é compatível com outro celular ou até mesmo um disco rígido externo.

Áudio

O som do alto-falante é preciso e alto. Ele foi otimizado principalmente para vídeo-conferências e, devido a baixa cobertura de frequência, não é feito para ouvir música. Para isso foi incluído um fone de ouvido na caixa do dispositivo, que conta com um par extra de adaptadores.

O som dos fones é ideal para ouvir música. Otimizações de software podem ser feitas através do equalizador do aparelho e podem ajudá-lo a ajustar a qualidade ao seu gosto e necessidade.

Câmera

Um componente que a Samsung acertou em cheio no Galaxy S6 foi a câmera. No Galaxy S7, a empresa fez uma mudança que, assim como o aumento da espessura, não deve ter sido bem recebido pelo pessoal do marketing: diminuiu a resolução do sensor traseiro, de 16 megapixels para 12 megapixels. O que isso significa? Primeiro, que o consumidor leigo vai achar estranho e talvez torça o nariz. Segundo, que o sensor está com pixels maiores (o tamanho físico do componente também aumentou, para 1/2,5 polegada) e pode se dar melhor em condições mais desafiadoras de iluminação.

E a câmera realmente cumpre o que promete. As fotos do Galaxy S7 são simplesmente sensacionais. Em boas condições de iluminação, não há tanto destaque: as fotos ficam bonitas, com exposição equilibrada, boa definição e pouquíssimo ruído, como em praticamente todo smartphone acima dos 2.000 reais. É nas fotos noturnas e em ambientes escuros que o aparelho mostra seu potencial: as imagens saem com nitidez acima da média, ótimas cores e pouquíssimo ruído.

Eis as fotos de exemplo (o modelo testado possui sensor Sony IMX260; alguns modelos trazem um componente da própria Samsung).

Ou seja, a lente com abertura maior, de f/1,7, realmente faz diferença. Em comparação com a lente f/1,9, 25% mais luz penetra no sensor, e os resultados são notáveis: nenhuma das fotos que tirei durante a semana de testes (foram cerca de 150, em condições variadas de iluminação) saiu tremida ou com ruído alto. Além disso, a câmera é rápida para focar e não demora para começar a trabalhar: basta dar um duplo-clique no botão de início e o aplicativo da câmera abre quase instantaneamente.

A câmera frontal, com resolução de 5 megapixels, também possui abertura de f/1,7. Os resultados são bons, inclusive em ambientes internos.

Bateria

A bateria da geração anterior (S6) foi um dos pontos negativos daquele celular. Nessa geração, ela aumentou: agora são 3000 mAh no S7 e 3600 mAh no S7 Edge, aliados um processador mais eficiente e otimizações no software. Na prática, ambos os modelos conseguem ficar longe da tomada durante um dia inteiro de uso.

E, sempre que o usuário precisar recarregar, pode contar com a tecnologia de carregamento rápido: em 90 minutos a bateria é recarregada totalmente.

O aparelho também possui suporte para carregadores sem fio, que funcionam por indução. O acessório precisa ser adquirido separadamente e é uma opção prática para quem deixa o smartphone por muito tempo na mesa do trabalho ou ao lado da cama.

Conclusão

A partir da nossa análise, podemos concluir que o Galaxy S7 com certeza será considerado um dos melhores smartphones com Android de 2016. O aparelho manteve as características que foram tão elogiadas em seu antecessor, como o desempenho e o design premium, e aprimorou os pontos que haviam sido criticados.

Os destaques são o retorno do suporte ao cartão micro SD, os refinamentos do design favorecendo a pegada, a certificação IP68 de resistência contra água e poeira e a bateria mais parruda que a do antecessor. Esse conjunto de melhorias, em conjunto com o que já havia sido aprovado pelos consumidores, fez do Galaxy S7 um aparelho realmente tentador.

Porém, como tem acontecido nos últimos lançamentos mais aguardados, o preço inicial do Galaxy S7 – impressionantes R$ 3.799 – faz com que a sua aquisição seja extremamente difícil para a maioria dos consumidores. Se dinheiro não é um problema para você, com certeza vale a pena apostar nesse smartphone. Ele é mesmo a melhor opção Android atualmente e vai manter esse posto por um bom tempo.

Se o valor de lançamento foi um aspecto impeditivo para você, o melhor mesmo é focar nos aparelhos da geração passada e aguardar uma possível redução dos preços com a chegada de novos modelos. Vale ressaltar que o upgrade a partir do Galaxy S6 também não é uma manobra recomendada. Embora existam melhorias consideráveis, o antecessor do Galaxy S7 com certeza atende a todas as necessidades dos consumidores.

No geral, podemos considerar o Galaxy S7 como um refinamento do que já estava dando certo. Com o lançamento do Galaxy S6, a Samsung recebeu muitos elogios, mas também havia várias críticas. Agora, considerando seu novo top de linha, a Samsung se destaca por ter acertado bem mais do que errado. Ainda não estamos diante do smartphone perfeito, mas definitivamente podemos dizer que estamos no caminho certo.

Especificações técnicas:

  • Bateria: 3.000 mAh (S7) ou 3.600 mAh (S7 Edge);
  • Câmera: 12 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, Bluetooth 4.2 LE, USB 2.0, NFC, MST;
  • Dimensões: 142,4 x 69,6 x 7,9 mm (S7) ou 150,9 x 72,6 x 7,7 mm (S7 Edge);
  • GPU: Mali-T880MP12;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 200 GB;
  • Memória interna: 32 GB;
  • Memória RAM: 4 GB;
  • Peso: 152 gramas (S7) ou 157 gramas (S7 Edge);
  • Plataforma: Android 6.0.1 (Marshmallow);
  • Processador: octa-core Exynos 8890 de 2,6 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola, giroscópio, barômetro, batimento cardíaco;
  • Tela: Super AMOLED de 5,1 polegadas (S7) ou 5,5 polegadas (S7 Edge) com resolução de 2560×1440 pixels e proteção Gorilla Glass 4.

Load More Related Articles
Load More By Redação Arena 4G
Load More In Linha Galaxy
  • Lucas Alves

    O aparelho é realmente excelente, mas alguns comentários são legais de se fazer:
    – em algumas ocasiões é difícil acessar algumas letras do teclado, uma configuração especifica para a tela Edge que centralize as teclas e coloque elas fora das bordas Edge seriam suficientes pra corrigir.
    – A divisão de telas é bastante sensível, em alguns momentos que eu queria apenas ver a barra de notificações acabei diminuindo a tela que estava usando, não é um problema, afinal mesmo reduzida a tela continua funcional.
    – Ainda não saiu a correção pra sensibilidade das bordas Edge, então pode acontecer de estar escrevendo com ele e sua palma da mão tocar em algum ponto da tela, isso resulta em vc apertar teclas extras ou clicar fora do teclado e fechar a tela.
    – Eu esperava um pouco mais de uma bateria de 3600mAh, dura cerca de 15 horas de uso extremo o que não chega a ser o bastante pra passar o dia fora de casa com trabalho+faculdade.

    • Primeiramente Lucas parabéns pela sua análise, e notamos que suas avaliações focam somente em um problema muito comum, que é o sistema operacional do aparelho, aparentemente a nova cara da TouchWiz não é totalmente otimizada como deveria para o nível do aparelho lançado. Tomara que a Sammy corrija este problema em uma futura atualização para o Android N

  • jairo

    Bom review

Check Also

LG G6 deve ter bateria removível mesmo sem arquitetura modular

O LG G6 será anunciado em 2017 mas já conta com diversos rumores a seu respeito, uma delas…