Prós Contras
Boa Tela.
Software Fluido
Bom acabamento
Velocidade de carregamento ruim da Bateria

 

A Quantum foi criada por 3 jovens que contaram com o apoio do presidente da Positivo, Helio Bruck Rotenberg. Hoje essa nova empresa faz parte de uma divisão independente dentro da Positivo Informática.

O primeiro smartphone lançado foi o Quantum Go, que vem equipado com processador octa-core, Android, 5.1 Lollipop, tela AMOLED (Gorilla Glass 3) de 5 polegadas, 3G/4G, Rádio, Tv Digital e até 32 GB de espaço.

Ele foi criado e pensado para os brasileiros. Para isso eles entregam algumas características que, segundo eles, é o que um brasileiro espera de um smartphone: preço baixo (R$699 – R$899), beleza, câmera de 13mb e frontal (“Selfie”) de 5mb com efeito grande-angular (excelente para tirar fotos com mais pessoas), rádio FM, TV Digital, espaço para 2 SIM Cards, espessura e peso que geram conforto dentro do bolso (6,5 mm de espessura e 115 gramas).

Design

A primeira impressão ao pegar o smartphone é bastante positiva. Diferente do Positivo Octa X800, que tinha um design mais quadradão, sem muitos caprichos, o Quantum Go tem um corpo mais refinado, que lembra muito a linha Xperia Z da Sony, inclusive com direito a uma traseira revestida de vidro e proteção Gorilla Glass 3. Com 115 gramas, 6,5 mm de espessura e uma tela não absurdamente grande, a ergonomia é boa.

Tela

A Quantum optou por utilizar a resolução HD (1.280 x 720 pixels) em um display AMOLED com 5 polegadas e 293 ppi. Particularmente, acho essa resolução de tela pouco confortável para essa proporção, mas no uso diário esse aspecto acaba virando um detalhe. As cores e o contraste do display são ótimos, além do preto profundo característico da tecnologia AMOLED.

 

Entre as configurações de tela do dispositivo encontramos uma tecnologia chamada MiraVision, da MediaTek. Essa tecnologia é responsável por realizar o processamento de imagens e vídeos exibidos pelo dispositivo, algo semelhante ao que é feito pela Mobile Bravia, da Sony, ou a Splendid, da Asus. O assistente da MediaTek calibra automaticamente as cores, contraste e nitidez da tela de acordo com o conteúdo que está sendo exibido.

A tela do Quantum GO não é muito reflexiva e, em condições de alta luminosidade ela se saiu muito bem, mantendo a legibilidade do conteúdo. Outro ponto que deve ser considerado com relação à tela é a eficiência energética proporcionada pelo uso da tecnologia AMOLED. Segundo a Quantum, a presença desse painel no Quantum GO contribui em aproximadamente 20% na economia de bateria do dispositivo.

Software

O Quantum GO sai de fábrica rodando com o Android Lollipop 5.1, com garantia de atualização para o Android 6.0 Marshmallow assim que possível. A Quantum oferece um sistema limpo e com poucas distrações visuais, assim como acontece com os modelos da Motorola. Os recursos proprietários da empresa estão presentes em forma de aplicativo, e alguns podem ser desinstalados pelo usuário.

Felizmente, a Quantum manteve todos os recursos nativos do Lollipop 5.1, como controle total sobre as notificações de aplicativos, nova tela de bloqueio e novas animações da Play Store, por exemplo. A barra de atalhos rápidos traz dois ícones diferentes, que agilizam o acesso do usuário às configurações do sistema, como uma opção para definir o intervalo de atividade da tela e configurações de perfis de áudio.

Há poucas mudanças em relação ao Android concebido pelo Google. Os ícones de aplicativos nativos, como Contatos, Telefone e Calculadora, foram modificados para “dar uma identidade” ao aparelho, segundo a fabricante, mas os softwares em si continuam com a mesma interface e as mesmas funções. Alguns poucos programas foram pré-instalados:

  • Apps Brasileiros: atalho para uma lista de aplicativos desenvolvidos no Brasil, um requisito para obter os benefícios de desoneração de impostos da Lei do Bem (que deve acabar em dezembro para os smartphones).
  • Backup e Restauração: ferramenta para fazer cópias de segurança de contatos, histórico, mensagens de texto e outros dados do sistema. Só pode ser executado com um cartão microSD inserido.
  • DashCam: funciona como uma câmera veicular que filma constantemente o que está se passando. É algo comum na Rússia, mas não pegou no Brasil e nem sei se um dia vai pegar.
  • Gerenciador de arquivos: bem simples, lista seus arquivos por categoria, mas não possui nenhuma integração com serviço de nuvem ou alguma função mais avançada.
  • Gravador de som: salva todas as gravações em OGG.
  • Música: faz pouco sentido quando se tem o Play Música pré-instalado, que também lê arquivos locais, mas funciona bem.
  • Selfie: abre o aplicativo de câmera diretamente na câmera frontal.

Faltou capricho no desenvolvimento dos aplicativos, já que eles usam a interface Holo, lançada na época do Ice Cream Sandwich, não o Material Design, o que cria uma inconsistência visual com o restante do sistema operacional. Alguns deles, como o gravador de som e o player de música, são exatamente os mesmos que vinham com o Positivo Octa X800, um smartphone que rodava Android 4.4.

Um ponto curioso do Quantum Go é que, para usar o recurso de TV digital, é necessário plugar a antena, mas não no conector de fone de ouvido, como é comum nos smartphones da Motorola, Sony e Microsoft: na caixa do aparelho, há um dongle para ser conectado na porta Micro USB (uia!). Trata-se de uma pequena pecinha que processa a transmissão e possui conector para uma antena removível.

Infelizmente, os canais são sintonizados em 1-Seg (320×240 pixels), então a TV digital serve apenas como um quebra-galho, para quando você quiser muito ver algum programa ao vivo e não estiver com uma TV por perto. A Quantum poderia ter sido mais agressiva nesse ponto, uma vez que concorrentes como Moto G de 3ª geração e Galaxy Win 2 Duos TV possuem a capacidade de sintonizar em alta definição.

Câmera

Durante os testes, a câmera mostrou ser um dos poucos prontos fracos do Quantum GO. A traseira, de 13MP, apresenta algumas fotos escuras e sem qualidade, mesmo em ambientes abertos e com boa luminosidade.

A câmera frontal tem seus altos e baixos. Apesar dos 5MP, as fotos não contam com tanta qualidade quanto o esperado. O flash frontal, que deixa a tela branca e ajuda na hora de tirar fotos em locais escuros e de pouca iluminação e a lente angular de 84°, que permite enquadrar uma área maior da cena em uma mesma foto, são alguns dos elementos que ajudam na hora de tirar aquela selfie.

E por falar em selfie, o aparelho conta com um aplicativo desenvolvido especialmente para os amantes do autorretrato. O Selfie conta com alguns recursos importantes, que também estão presentes na câmera normal, como reconhecimento de gestos, voz e rosto, captura HDR e efeitos de cor.

Bateria

Boas notícias para aqueles que não desgrudam do celular: o aparelho aguenta quase um dia inteiro de uso intenso, com a conexão de dados ou wi-fi ligados. Os 2.300mAh também são capazes de oferecer quase dois dias de uso moderado.
Durante o evento de lançamento, a equipe da Quantum ressaltou que tanto o Android Lollipop quanto a tela Amoled auxiliavam na economia de bateria, fato que foi confirmado durante os testes. O modo de economia de bateria tem uma opção que deixa a tela em modo monocromático – reproduzindo apenas as cores preta e branca. O celular funciona de maneira estranha quando este recurso está ativado.

Infelizmente, se você é daqueles usuários que tem o costume de colocar o celular para carregar cinco minutos antes de sair de casa, o Quantum GO não vai ser de grande ajuda, justamente porque uma das únicas reclamações com relação a bateria é a demora para chegar aos 100% de carga. Algumas boas horas são necessárias para que um ciclo de carga chegue ao fim.

Especificações técnicas

  • Bateria: 2.300 mAh;
  • Câmera: 13 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G (opcional), Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0, rádio FM, TV digital 1-Seg;
  • Dimensões: 145 x 71,5 x 6,5 mm;
  • GPU: Mali-T720;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 16 GB ou 32 GB;
  • Memória RAM: 2 GB;
  • Peso: 115 gramas;
  • Plataforma: Android 5.1 (Lollipop);
  • Processador: octa-core MediaTek MT6753 de 1,3 GHz (4G);
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola;
  • Tela: AMOLED de 5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels e proteção Gorilla Glass 3.

Conclusão

Custando a partir de R$ 699, o Quantum Go briga forte entre os intermediários, como Moto G e Zenfone 5. O modelo com 32 GB de armazenamento por R$ 799 (3G) ou R$ 899 (4G) tem capacidade de sobra e faz a Quantum competir com empresas que, até o momento, só oferecem 16 GB. Se é a melhor opção na faixa de preço, ainda não sei, mas é um concorrente fortíssimo. E sem o peso negativo da marca Positivo no ramo de telefones celulares.