Review do Moto G Turbo

2
Prós

  • Boas melhorias de desempenho em relação ao modelo original.
  • Design personalizável e resistente à poeira e água.
  • Carregamento turbo
Contras

  • Câmera é apenas razoável em sua faixa de preço.
  • Muito caro para o que se propõe a fazer.
  • Tela inferior as outras edições do aparelho

O Motorola Moto G Turbo é um smartphone Android com características inovadoras em todos os pontos de vista que permite ser útil para qualquer forma de entretenimento, a qualquer hora e em qualquer lugar, representando um dos melhores dispositivos móveis já feitos. A tela de 5 polegadas é um verdadeiro record que coloca esse Motorola no topo de sua categoria

Design

Moto-G-turbo-3

O Moto G Turbo é idêntico ao Moto G de terceira geração no aspecto visual. O smartphone tem as mesmas proporções e características físicas, como a tampa traseira removível, o detalhe metálico da câmera, a posição dos botões e a distribuição dos componentes na parte frontal.

A versão turbinada do Moto G também pode ser customizada através do Moto Maker, que permite as mesmas modificações do modelo básico. No geral, o design é bem agradável, e a construção favorece bastante a pegada. Vale ressaltar que o Moto G Turbo é resistente a água e poeira por causa da certificação IP67.

Tela

A tela do Moto G Turbo possui 5 polegadas e resolução HD (1280 x 720 pixels), com 294 ppi e tecnologia LCD TFT. O painel possui cores pouco pronunciadas e contaste baixo. A resolução HD deixou de ser atraente desde que a Motorola elevou o preço da linha Moto G acima dos 1.000 reais. O Moto G Turbo, principalmente por ser uma versão com extras em relação ao Moto G 2015, merecia uma resolução melhor.

Motorola-Moto-turbo-tela

O ângulo de visão da tela é ótimo, no entanto, a legibilidade do painel em ambientes com forte iluminação é um pouco comprometida. O brilho em ambientes fechados é intenso, não muito em comparação com telas AMOLED, mas, ainda sim, a luz do display é suficiente para o uso cotidiano dentro de casa ou no ambiente de trabalho.

A tela do Moto G Turbo é protegida pela tecnologia Gorilla Glass 3, da Corning, que a torna um pouco mais resistente contra riscos e arranhões corriqueiros. Diferente do Moto X Play, as configurações de tela do Moto G Turbo não possuem opções para calibragem de cores, contraste ou nitidez, o que ajudaria um pouco na vivacidade das cores.

Hardware e bateria

O principal apelo do Moto G Edição Turbo é o hardware mais potente. Em vez do Snapdragon 410, comum nos smartphones intermediários, ele traz um processador octa-core Snapdragon 615, o mesmo que acompanha o Moto X Play. Ou quase isso: a frequência é levemente inferior, de 1,5 GHz, contra os 1,7 GHz no irmão maior, o que gera uma diferença imperceptível no uso diário.

Na prática, o Snapdragon 615 é um chip econômico, que conta com oito núcleos Cortex-A53 (quatro de 1,46 GHz e mais quatro de 1 GHz). Ele é basicamente um Snapdragon 410 em dobro. Isso significa que você terá um desempenho um pouquinho melhor em aplicativos que demandem mais processamento, mas ainda ficará bem atrás dos Snapdragon 8xx, que são realmente poderosos.

A GPU é uma Adreno 405, que se mostrou um pouco decepcionante no Moto X Play, mas não fez feio no Moto G Edição Turbo, provavelmente por causa da resolução menor, de 1280×720 pixels. Embora o desempenho bruto seja virtualmente o mesmo, a experiência nos jogos é superior: Dead Trigger 2 roda sem engasgos e com taxa de frames constante na qualidade alta.

A bateria dá conta do recado e rende de maneira semelhante ao Moto G com Snapdragon 410, ou seja, é bastante satisfatória e deverá aguentar até o final do dia para a maioria dos usuários.

No dia de testes com uso intenso de dados, tirei o Moto G da tomada às 11h20. Ouvi cerca de 2h30min de músicas por streaming no 4G (Deezer) e naveguei na internet por aproximadamente 1h50min, entre emails, redes sociais e páginas da web. A tela ficou ligada por 2h09min, com o brilho no automático. Às 22h59, o nível de carga ainda mostrava 34%.

A boa novidade é que a Motorola inclui um carregador mais potente, o TurboPower 15, que entrega até 12 volts em 1,2 A. Ele torna as recargas de bateria mais ágeis: fui capaz de elevar o Moto G Edição Turbo de 5% a 100% em menos de duas horas, o que é relativamente rápido para uma bateria de 2.470 mAh.

Software

O Moto G Turbo roda com Android Lollipop 5.1 e sem muitas interferências na interface do usuário. O app moto reúne as funções especiais de movimentos e a Moto Tela. É possível chacoalhar o dispositivo para ativar a lanterna ou a câmera traseira. O Assist permite que diversos lugares sejam adicionados e comandos pré-programados que executaram funções específicas.

lollipop-motog-turbo

O aparelho, receberá o Android 6.0 Marshmallow, no entanto, não existe previsão oficial por parte da Motorola. É possível que o dispositivo receba o software logo após o Moto G 2015, principalmente pela diferença nos chipsets de cada modelo.

Não existe nenhuma função específica ou um recurso bônus no Moto G Turbo que mereça ser destacado. O software do dispositivo permanece da mesma forma que as demais edições da linha Moto G, incluindo modelos mais antigos da série.

Áudio

Infelizmente, o Moto G Turbo deixou de lado o áudio estéreo e deu lugar a uma saída mono sem muita qualidade. Esse é um dos maiores pontos negativos do smartphone, já que a experiência sonora não é muito satisfatória. Os fones de ouvido também não se destacam, pois são simples demais, pouco confortáveis e oferecem um som apenas mediano.

Câmera

A câmera do Moto G Turbo é a mesma que equipa o seu antecessor. As imagens capturadas apresentam um bom equilíbrio de luz, fidelidade de cores e nitidez. Para garantir ainda mais qualidade nas fotos, o smartphone tem flash duplo com uma tecnologia que ajusta automaticamente a intensidade da luz para deixar as cores mais naturais. Já a câmera frontal de foco fixo é razoável e não deve desagradar aqueles que querem aproveitar as selfies e realizar videochamadas ocasionais.

 

De modo geral, a câmera do dispositivo é boa, não foge daquilo que temos entre os demais intermediários do mercado. A câmera do Moto G Turbo é ligeiramente melhor do que o sensor do Quantum GO e fica atrás do Moto X Play e do Zenfone Selfie.

Conclusão

Lançado menos de seis meses depois do Moto G de terceira geração, o Moto G Turbo vem para ocupar um espaço muito estreito no mercado. Se considerarmos o Moto X Play, fica um pouco difícil entender o que a Motorola pretendia com esse modelo.

Rivalizando com um smartphone que oferece muitos outros atrativos, como uma bateria monstruosa e câmera de melhor qualidade, fica difícil justificar a aquisição do Moto G Turbo. Se pelo menos a Motorola tivesse investido um pouco mais nesse aparelho, talvez sua aquisição valesse a pena. Diante de seu preço, o melhor mesmo é apostar no Moto X Play.

Especificações

  • Bateria: 2.470 mAh;
  • Câmera: 13 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0;
  • Dimensões: 142,1 x 72,4 x 11,6 mm;
  • GPU: Adreno 405;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 16 GB;
  • Memória RAM: 2 GB;
  • Peso: 155 gramas;
  • Plataforma: Android 5.1.1 (Lollipop);
  • Processador: octa-core Snapdragon 615 de 1,5 GHz
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola;
  • Tela: LCD de 5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels e proteção Gorilla Glass 3.
  • Wanderley Carvalho

    Vale a pena ainda… tenho ele no Extra a R$ 949,00.. Um abraço, ou nessa faixa de preço tem coisa melhor…

  • jairo

    Não vale o preço cobrado, à época dos moto g já passou