Prós
Câmera frontal realmente muito boa
Conjunto equilibrado de hardware
Contras
Botão Liga/Desliga lá no alto
Muitos apps instalados de fábrica

 

Design

Em seus novos smartphones, a ASUS resolveu manter a mesma linha de design para todos os lançamentos. Por conta disso, o Zenfone Selfie traz uma aparência muito semelhante à do Zenfone 2. O design do aparelho – que possui 10 mm de espessura na parte central – transmite resistência e robustez e passa a impressão de que não vai se danificar facilmente.

Por conta da câmera frontal, o Zenfone Selfie é um pouco mais alto que o modelo sem o sensor aprimorado – 156 mm de altura contra 152,5 mm. Entretanto, ele não é mais largo e nem mais pesado que o seu companheiro, oferecendo uma pegada muito semelhante quando considerações as dimensões e peso.

Um detalhe que mudou em relação ao Zenfone 2 é a textura da tampa traseira do Zenfone Selfie. Em vez de uma superfície metalizada e rugosa, a ASUS apostou em um acabamento fosco e em três cores diferentes para os consumidores: branco, rosa e azul. A tampa traseira é removível, revelando alguns componentes internos, entrada para os chips SIM, cartão micro SD e a bateria removível.

Ainda na parte de trás, encontramos a câmera, flash duplo com dois tons, os botões de volume e uma novidade neste modelo: um sensor a laser para ajudar no foco das fotos. Embaixo, há uma saída de som que cobre praticamente toda a extensão horizontal do aparelho, e, logo acima, as logo “Zenfone” e “ASUS” gravadas com bastante elegância.

Na parte frontal, damos de cara com os tradicionais botões capacitivos – não retroiluminados, o que pode ser um problema para quem precisa utilizá-los no escuro – e uma tela que cobre quase toda a superfície do Zenfone Selfie. Acima, algumas outras novidades desse smartphone: um sensor aprimorado de 13 megapixels, flash duplo de dois tons – o mesmo da parte traseira – e um alto-falante usado para ligações de voz.

O botão principal do Zenfone Selfie manteve aquela posição estranha e desconfortável para o uso na borda superior do smartphone. Quase é possível derrubar o aparelho ao tentar acioná-lo. Por sorte, esse problema de posicionamento é compensando pela funcionalidade de duplo toque na tela para acordar ou desligar a tela do dispositivo.

Tela

O Zenfone Selfie possui tela de 5,5 polegadas com resolução FullHD (1920 x 1080 – 403 ppi). O painel utilizado pela Asus é o LCD com tecnologia IPS para reforçar os ângulos de visão. A tela do dispositivo é bem definida, mas suas cores me chamaram atenção durante o meu uso: o brilho e a saturação.

O brilho da tela é excelente em ambientes fechados, como dentro de casa ou em shopping centers, mas experimente levar o Zenfone Selfie para lugares com iluminação natural para ver a tela do dispositivo ficar ilegível. Esse problema é característico de telas LCD, mas em comparação direta com o Zenfone 5 e o Zenfone 2, por exemplo, pude notar que a intensidade de brilho do Zenfone Selfie está abaixo da média.

As cores do dispositivo também me chamaram a atenção por serem mais intensas e melhor calibradas do que as do Zenfone 2, por exemplo. Fiquei muito satisfeito com a saturação do painel, que não é muito intensa e nem perde em pigmentação de cores. O assistente Splendid realiza a calibração do display com alguns modos pré-definidos (vívido, usuário e natural), além de oferecer uma opção manual para ajuste de temperatura e intensidade das cores.

A tela do Zenfone Selfie é revestida por Gorilla Glass 3, da Corning, que reforça a resistência do painel contra riscos e arranhões. A resposta do painel é excelente, sem atrasos durante a operação do sistema e execução de tarefas.

Software

“Android. Quanto mais puro, melhor”. Se você hasteia essa bandeira, é bom se preparar: a Asus tem a ZenUI, uma interface bem customizada que, a exemplo dos demais aparelhos da linha, marca presença no Zenfone Selfie. A versão do Android do modelo, convém dizer, é a 5.0.2 (Lollipop).

Essa ZenUI causa um misto de sensações. Por um lado, a interface flui bem e não te deixa (muito) perdido, isto é, você não precisa “reaprender” a usar o Android. Por outro, o excesso de recursos e de alterações visuais transmite uma impressão de “inchaço” no sistema operacional.

É verdade que alguns recursos criados pela Asus são úteis. No menu de atalhos da área de notificações, você pode, por exemplo, ativar o modo que diminui virtualmente o tamanho da tela para usar o aparelho com apenas uma mão. Isso é útil para quando você está em pé no ônibus, no metrô, enfim.

Outro recurso relevante é ativação via gestos. Lembra que eu falei que dois toques rápidos na tela tiram o aparelho do standby? Pois é, o recurso também funciona de modo inverso: dê outros dois toques e a tela entra em modo de descanso.

Tem mais: se você desenhar um “C” na tela, o Zenfone Selfie sairá do standby e ativará imediatamente a câmera traseira; se desenhar um “S”, a câmera frontal é que é ativada. Bem legal, não? Você pode customizar outros gestos nas configurações do sistema (opção “ZenMotion”).

Também dá para destacar o app que usa a câmera frontal para fazer as vezes de um espelho, o gravador de som, a ferramenta que usa o laser de foco da câmera traseira para medir distâncias, o gerenciador de arquivos que se integra com serviços de armazenamento nas nuvens (OneDrive e Dropbox, principalmente) e o modo “Crianças”, que permite que você escolha quais aplicativos seus filhos podem acessar.

Mas há um outro tanto de recursos que, francamente, parecem estar ali só para ocupar espaço: Clean Master para limpeza de RAM (a ZenUI já oferece um limpador de memória nativo), leitor de revistas Zinio, navegador Puffin Browser, Asus ZenCircle, enfim, nada disso é indispensável. Para completar, a quantidade de notificações que esses recursos geram é capaz de tirar a paciência até do mais zen dos usuários.

Tudo bem que boa parte desses (in)utilitários pode ser removida. Mas a Asus faria um grande favor aos usuários — e à reputação da própria linha Zenfone — se fosse mais seletiva com os recursos adicionais. De modo geral, a customização promovida pela companhia não é ruim. O pecado só está no excesso mesmo.

Desempenho

Apesar de possuir um hardware mais fraco que o Zenfone 2, o aparelho de selfies da ASUS apresenta um desempenho muito bom. O processador de oito núcleos da Qualcomm – o Snapdragon 615, quad-core de 1,7 GHz + quad-core de 1 GHz – é capaz de rodar jogos pesados, como Grand Theft Auto: San Andreas, The Sims 3, Need for Speed: Most Wanted, Heartstone e Goat Simulator com tranquilidade.

O armazenamento interno de 32 GB – expansível com cartão micro SD – é ideal para aqueles que pretendem instalar vários jogos em seus smartphone. Outra vantagem é a possibilidade de transferir apps para o cartão de memória, liberando mais espaço caso seja necessário. Vale mencionar que apps básicos, de produtividade e redes sociais rodam numa boa também.

Bateria

Apesar de possuir uma capacidade impressionante – 3.000 mAh –, a bateria removível do Zenfone Selfie possui um desempenho que está apenas dentro da média. Em um teste de estresse rodando vídeos em alta resolução de forma ininterrupta e com o brilho no máximo, foram necessárias pouco mais de seis horas e meia para esgotar completamente a carga do aparelho.

Se o smartphone não se destaca pela autonomia de bateria, a ASUS compensa isso com os diversos modos de economia de energia e o carregamento turbo Quick Charge – disponível para todos os aparelhos equipados com o chipset Qualcomm Snapdragon 615 – que só funciona com o acessório da própria empresa. Esses mecanismos ajudam naqueles momentos de desespero em que precisamos guardar o máximo de carga ou recarregar rapidamente a bateria.

Câmera Frontal

Normalmente, a câmera frontal dos smartphones é bem discreta — um furinho quase imperceptível acima da tela. No Zenfone Selfie é diferente: o componente aparece todo orgulhoso no centro da parte superior como que para deixar claro que ali está um dos pontos fortes do aparelho.

Tecnicamente, é um dos pontos fortes mesmo. Estamos falando de um sensor com 13 megapixels, como você já sabe, complementado com flash dual LED, foco automático e lente grande angular de 88 graus com abertura f/2,2. São especificações realmente incríveis para uma câmera frontal.

Mas o que importa são os resultados, certo? Aqui, a gente percebe que esses números todos fazem diferença. A câmera frontal do Zenfone Selfie gera fotos com boa fidelidade de cores e baixo nível de ruído. Para completar, o tempo entre o foco e o disparo é bastante curto na maioria das situações.

O nível de detalhamento também convence. No modo automático, você vai perceber alguma perda de informação mais ao fundo, mas os alvos próximos à lente apresentam boa definição. Isso significa que, sim, você vai sair bem nas selfies, sem efeito de cara “lavada” ou excesso de ruídos.

Se você é do tipo que não gosta de aparecer forever alone nas selfies, vai gostar do Zenfone Selfie. A lente grande angular diminui a distância focal o suficiente para que três ou quatro pessoas apareçam lado a lado na foto sem aperto. Outra vantagem: você não precisa esticar o braço todo para enquadrar bem o seu rosto.

Nas fotos noturnas, o flash frontal cumpre a sua função apenas razoavelmente bem. O componente consegue iluminar o rosto de todo mundo que aparece na selfie sem “estourar” a imagem, mas, mesmo com os LEDs, os ruídos surgem com vontade.

Com pouca luz, você vai ter que tomar cuidado também com o foco. Nos meus testes, várias vezes as fotos noturnas saíram borradas. Um jeito de combater o problema é deixar o flash ligado antes de tirar a foto (sim, é possível). Assim você consegue conferir mais facilmente na tela se está todo mundo bem posicionado e focalizado.

As coisas podem ficar mais divertidas — ou bizarras — se você explorar os vários recursos que o software de câmera (tecnologia PixelMaster) do Zenfone Selfie oferece. Eu gostei muito dos resultados obtidos ativando o HDR, por exemplo, embora vez ou outra esse modo apresente algum excesso no pós-processamento (na selfie 4:3 logo abaixo, note como a minha barba saiu estranha).

Um modo bastante inusitado é o de “embelezamento”. Ali você pode suavizar a sua pele, afinas as bochechas e até aumentar o tamanho dos olhos — eu imagino aquelas “japinhas” que adoram aparecer nas fotos com os olhos bem abertos fazendo bom uso disso. O melhor que eu consegui foi ficar com cara de “eu quero estar na praia vendendo a minha arte”.

Câmera traseira

A câmera traseira do Zenfone Selfie também traz muita qualidade para os amantes de fotografia. Aqui, o destaque vai para o foco a laser, novidade que ajuda muito na hora de registrar com rapidez todos os momentos com esse smartphone. Em nossos testes, o ganho de velocidade com a focalização de objetos foi considerável, mostrando que a ASUS acertou em cheio nessa adição.

O aparelho ainda grava vídeos em resolução Full HD e conta com os mesmos 17 modos que estão presentes na câmera frontal. São estes: Automático, Manual, HDR, Embelezamento, Super Resolução, Pouca luz (3M), Cena noturna, Profundidade de Capo, Efeito, Animação GIF, Panaroma, Miniatura, Retrocesso de tempo, Remoção inteligente, Sorriso grupo e Câmera Lenta.

Vale a pena?

Sim, esse smartphone é uma ótima pedida para os amantes de fotografias, especialmente aqueles adeptos à moda do selfie. A câmera frontal do Zenfone Selfie é a melhor que já passou por nossa redação, o que deve ser o suficiente para conquistar muitos consumidores. Apesar de ser mais fraco que o Zenfone 2 quando o assunto é o hardware, o aparelho não deve decepcionar os usuários no quesito desempenho. Jogos pesados da Google Play rodaram numa boa, o que indica que praticamente todos os apps da loja também executarão sem problemas.

Se você adora tirar selfies, gostou do design robusto dos novos dispositivos da ASUS e quer um aparelho com um bom desempenho, o Zenfone Selfie com certeza é a melhor escolha. O que você achou desse smartphone? Acha que ele vale os R$ 1.299 cobrado pela empresa como preço de lançamento? Deixe a sua opinião no campo dos comentários!

Especificações técnicas

  • Bateria: 3.000 mAh;
  • Câmeras: 13 megapixels na traseira e na frente;
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, GLONASS, Bluetooth 4.0, USB 2.0;
  • Dimensões: 156,5 x 77,2 x 10,8 mm;
  • GPU: Adreno 405;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 64 GB;
  • Memória interna: 32 GB;
  • Memória RAM: 3 GB;
  • Peso: 170 gramas;
  • Plataforma: Android 5.0.2 (Lollipop);
  • Processador: Snapdragon 615 com quatro núcleos de 1,5 GHz e outros quatro de 1,1 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola, giroscópio, luz ambiente;
  • Tela: IPS de 5,5 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels (403 ppi) e proteção Gorilla Glass 4.