Até alguns anos atrás, era certo para a comunidade científica que os dinossauros vivessem em ambientes quentes. Isso porque o metabolismo desses animais era semelhante ao dos répteis modernos. Ou seja, eles dependiam de partes da temperatura ambiente para manter o calor corporal. Embora houvesse evidências de que os dinossauros tinham temperaturas corporais constantes, era inimaginável que esses animais vivessem nós camisas polo. Pelo menos até os últimos anos.

(Imagem de albertr por Pixabay)

Acontece que os paleontólogos descobriram fósseis de dinossauros em lugares que estavam cobertos de gelo há muitos milhões de anos, como o Austrália. Nas regiões do Alasca, os pesquisadores encontraram várias espécies de dinossauros. Portanto, essas descobertas indicam que esses animais habitaram extensivamente as regiões mais polares do planeta.

“Quando [fósseis de] os dinossauros foram encontrados pela primeira vez no Ártico, eles apresentaram alguns problemas sérios para a nossa compreensão da fisiologia dos dinossauros, ” assinado por Tony Fiorillo, paleontólogo do Perot Museu da Natureza e Ciência, do Texas.

Os dinossauros encontrados na formação de Prince Creek, no Alasca, provavelmente permaneceram na região quando nevou durante o inverno.
(Julio Lacerda)

Como os dinossauros sobreviveram nos pólos?

Como mencionado antes, acreditava-se que os dinossauros viviam principalmente em lugares quentes. Isso porque esses animais provavelmente não tinham sangue completamente quente. Ou seja, o metabolismo produzia parte do calor, mas a maior parte vinha do meio ambiente. Por esta razão, a hipótese dos dinossauros polares não fazia muito sentido.

No entanto, a vida encontra um caminho. Os cientistas acreditam que várias espécies podem até ter migrado para as regiões mais polares. No entanto, a maioria dos fósseis descobertos indica que os dinossauros polares tiveram adaptações específicas para aquele ambiente. Em primeiro lugar, eles eram menores. Isso pode ajudar a sobreviver em locais frios por causa da superfície de contato. Ou seja, quanto mais superfície o corpo possui, mais calor ele perde para o meio ambiente.

(Imagem de Walkerssk por Pixabay)

Desta forma, os pesquisadores observaram os fósseis do Nanuqsaurus hoglundi. Os cientistas descobriram esta espécie em várias regiões do Alasca. Eles eram primos não muito longe dos famosos tiranossauros. A diferença é que esses primos do norte provavelmente tinham muito mais penas e eram muito menores em tamanho. Reconstruções feitas de pedaços de osso do N. hoglundi indicam que o animal não tinha mais do que o tamanho de um urso polar. o T. rex, por outro lado, poderia atingir o tamanho de um prédio de dois andares.

(Imagem de Yuri_B por Pixabay)

Vale lembrar que a maioria das espécies de dinossauros habitava ambientes extremos, mesmo que não estejam com frio. Assim, um dinossauro polar poderia ter predisposições genéticas para sobreviver no ambiente frio, no sentido de alimentação. Nesse sentido, esses animais polares deveriam ter adaptações para sobreviver com pouca disponibilidade de comida durante os meses de inverno mais rigorosos, quando o solo estava congelado.

A complicada fisiologia de um dinossauro

É muito difícil estudar a maneira como o corpo do dinossauro funcionava. Evidentemente, isso ocorre porque o último desses animais a andar pela terra morreu há 65 milhões de anos. Depois de tanto tempo, apenas pequenos fragmentos de ossos e minerais são preservados. Além disso, quando os cientistas querem estudar um mamute, é possível tomar os elefantes modernos como base, pois eles estão relativamente próximos. No entanto, nenhum animal vivo hoje está tão perto dos dinossauros para uma comparação confiável.

Assim, a descoberta dos dinossauros polares causou uma reviravolta no conhecimento científico na área. Nos próximos anos, pode até ser possível entender melhor como vivia a fauna pré-histórica das planícies geladas do planeta.

By Gabriel Ana

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