As declarações do treinador do Benfica sobre o caso com Pierre Webo no PSG-Basaksehir foram destaque mundial e merecidas estilhaços.

Na prévia do jogo na Bélgica, pela Liga Europa, Jorge Jesus foi confrontado com o que aconteceu na véspera, no PSG-Basaksehir, pela Liga dos Campeões, em que o quarto árbitro teria apelidado de Pierre Webo, assistente dos turcos, pretas, que motivaram a interrupção da partida – retomada na quarta-feira.

A posição de técnico encarnado acabou merecendo amplo destaque, tanto nacional quanto internacionalmente, suscitando inúmeras críticas. Começando por manifestar sua ignorância sobre o episódio, Jesus afirmou que “O racismo hoje está na moda”.

“Como cidadão, tenho o direito de pensar do meu jeito e só posso ter uma opinião concreta se souber o que foi dito naquele momento. Qualquer coisa que se possa dizer contra um negro é sinal de racismo, contra um branco não mais. para plantar essa onda no mundo e talvez houvesse até um sinal de racismo em relação a esse treinador, mas não sei o que disseram “, disse o treinador de águias, sendo alvejado por Mamadou Ba, líder do SOS Racismo, que nas redes sociais atacou Jesus.

“Nem uma formiga pode mais ser pisada. Chutar no cachorro é maltratar os animais. Se um negro é insultado, é racismo. Mas ninguém pode nem atacar um negro só porque ele é negro? todo racismo? Ó meu rico Benfica, que une Ventura a Jesus! ”, escreveu Mamadou Ba, associando Jesus a André Ventura, dirigente do Chega, que já foi criticado por racismo, nomeadamente quando sugeriu ao deputado Joacine Katar Moreira que voltasse ao seu país, a Guiné.

Lá fora, as repercussões também foram enormes, seja a nível europeu ou na América do Sul (Argentina e Brasil) ou na África, tendo sido mencionadas em países como Gana. No Brasil, por exemplo, além de destaque na imprensa, foi alvo de cronistas, que passaram a falar em “suicídio”, mas até de ex-jogadores, como Denílson. “Falar em ‘onda de racismo’. Que onda? Então, dá nojo. Venho de família negra e dói ouvir”, filmou no programa “Jogo Aberto” da TV Bandeirantes, seguido de outras personalidades canárias.

Na Europa, as declarações também foram reproduzidas em todos os lugares. Na França – onde foi frisado que o técnico “jogou mais lenha no fogo” -, na Itália, onde se falava em uma “contracorrente” de Jesus, na Bélgica ou na Espanha, país em que Jesus foi classificado como “polêmico”.

By Carlos Henrique

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