Como Alex Pereira homenageia a tribo Pataxo do Brasil com seus golpes no UFC: a religião de Poatan e a herança indígena

O Ultimate Fighting Championship é o lar de alguns dos atletas mais talentosos do mundo. Cada lutador em sua lista tem raízes específicas de onde vêm e se orgulham. Campeão Peso Médio do UFC Alex’poatan’ Pereira não é diferente. Apesar da fama recente e fama no mundo do MMA após sua saída do kickboxing, o brasileiro sempre defendeu manter suas raízes.

O homem de 35 anos sempre foi bastante reservado sobre sua vida privada. Por mais que Alex goste de postar sobre seus treinos nas redes sociais, o homem realmente não se aprofunda no lado não-lutador da vida. No entanto, quando se trata de retratar sua linhagem e linhagem, Pereira não recua. Assim como todo mundo,’poatan’ tem sua própria maneira única de representar sua cultura e tradições.

O ex-vice-campeão do GLORY sai ao som de uma música chamada “Itsari” do Sepultura. Uma característica distintiva de seus golpes, no entanto, é que ele imita o estilo de um caçador cauteloso, que atira uma flecha após acertar o alvo. Antes de cada luta, Alex realiza esse ritual para se conectar com suas raízes indígenas enquanto ganha confiança.

Falando sobre seu estilo infame em uma entrevista no ano passado, Alex compartilhou: “Quando comecei a treinar kickboxing, meu primeiro professor tinha raízes indígenas. Fui para casa no mesmo dia e perguntei a minha mãe. Ela disse que meus avós eram nativos. Isso me deixou mais confiante. Queríamos reviver minha herança e cultura indígena. Fiz um ritual de arco e flecha. Depois uma sequência com a música indígena e foi assim que começou.”

Para a surpresa de muitos fãs, o UFC não é a única organização onde Pereira usou seu ritual de “arco e flecha” durante seus golpes. O homem de 35 anos usa esse ritual desde seus dias de GLÓRIA. A canção de paralisação também não mudou para o brasileiro.

Alex Pereira pertence à tribo Pataxó

Alex Pereita nasceu em São Bernardo do Campo, município brasileiro do estado de São Paulo. Apesar de ter nascido e crescido no Brasil, o jogador de 35 anos nunca esqueceu suas raízes. Apesar do mistério que o homem de 35 anos carrega, Pereira nunca teve vergonha de representar sua cultura tribal e o que eles representam.

Para os fãs que não sabem,’poatan’ vem da tribo Pataxó. A tribo indígena tem pouco mais de 12 mil membros residentes no estado da Bahia. A tribo tinha uma língua pataxó própria, mas hoje extinta. Mais tarde, vários termos da língua extinta foram preservados em patxoh e português, eventualmente substituindo-os.

Em meados do século passado, a tribo indígena viveu uma grande turbulência. Não apenas os residentes foram despejados de suas casas, mas suas colônias foram convertidas em fazendas particulares. Alex até afirmou que quer continuar representando e ajudando a tribo.

Em entrevista à ESPN, Pereira disse: “Eu quero fazer um nome para mim [for] eu mesmo e usar isso para ajudar os indígenas no futuro… eu tenho a oportunidade de ajudar os indígenas com isso [UFC’s platform].”

‘poatan’ até usaram seu capacete nativo durante a cerimônia do UFC 281. Pereira não só homenageia suas tradições com seus golpes espetaculares, como também visita a tribo sempre que tem oportunidade. Depois de conquistar o título dos médios de Israel Adesanya no ano passado, Alex levou o cinturão para sua tribo Pataxó no Brasil e comemorou com seu povo.

By Patricia Joca

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