O Windows 10 Mobile Insider recebeu um novo upgrade!

A Microsoft infelizmente deu um banho de água fria nos fans do Windows em celulares, onde ela confirmou não ter mais planos de adicionar funções ao sistema e nem otimizações de hardware, ficando apenas com as correções de bugs.

Muito se tem especulado sobre o futuro da Microsoft no setor mobile, algo que infelizmente é incerto, ate mesmo por que a própria empresa não demonstra interesse nesse tipo de segmento, como por exemplo o famoso Surface Phone, ou até mesmo uma nova versão do Windows 10 que seria chamado de “Andromeda” servindo tanto para smartphones quanto para tablets e desktops, algo que nunca foi confirmado.

O fato, porém, é que a saga do Windows Phone e do Windows 10 Mobile como conhecemos hoje, chegou ao fim. E isso nos faz pensar no que deu errado pelo caminho, confira abaixo alguns dos muitos motivos:

Falta de visão

A Microsoft falhou em observar a transição para a era da mobilidade, talvez muito absorta no sucesso estrondoso que o Windows fez e continua fazendo nos desktops e notebooks. As declarações de Steve Ballmer sobre o primeiro iPhone, fazendo piada do preço e da ausência de um teclado físico, explicando que, sem o componente, não seria possível usar um e-mail, além e caçoar do preço.

A Microsoft já estava presente nos celulares nessa época com o Windows Mobile e poderia ter saído na frente da Apple e do iPhone se tivesse a mesma visão, mas a empresa estava presa a conceitos que, analisando em retrospectiva, caíram em desuso justamente com a introdução do iPhone. O multi-touch do primeiro iPhone causou uma revolução em relação ao input de dados em celulares e logo os aplicativos se adaptaram a esse formato de telas sensíveis ao toque.

O Google e o Android acabaram se mostrando mais rápidos para se adaptar à realidade do iPhone, deixando a Microsoft para trás. Quando a empresa percebeu, já estava defasada no mercado.

Falta de suporte

Na história do Windows Phone, houve dois momentos cruciais em que os usuários foram deixados para trás. O primeiro aconteceu na época do Windows Phone 7; quando a empresa decidiu migrar para o WP 8, nenhum dos usuários que tinha a versão 7 recebeu a atualização devido a uma transição de plataformas e incompatibilidade com a tecnologia antiga. A Microsoft deixou para trás justamente seus fãs mais leais.

O segundo tapa na cara veio na geração Windows 10 Mobile. A empresa chegou a prometer que todos os celulares rodando o Windows Phone 8.1 seriam atualizados para o novo sistema operacional, mas a realidade é que apenas uma fração dos modelos recebeu o update. Neste momento, o mercado com Android e iOS já estava totalmente maduro e a migração para uma plataforma mais estabelecida se mostrou uma opção mais viável para muitos consumidores.

Falta de apps

Esse é apontado como o maior causador da derrocada do Windows Phone, embora esteja longe de ser o único. O sistema operacional vivia o dilema do biscoito: os usuários não adotam a plataforma porque ela não tem apps ou ela não tem apps porque os usuários não adotam a plataforma?

A Microsoft tentou quebrar esse ciclo de várias formas. Pagou para empresas desenvolverem aplicativos, tentou desenvolver aplicativos no lugar delas, tentou criar um ecossistema mais coeso com o desktop que criasse uma situação mais vantajosa para o desenvolvimento e distribuição, mas nada deu certo. Os apps não vieram e o público também não.

Falta de opções de celular

Quando entrou no mercado de celulares, a Microsoft acreditava que seu modelo de negócios do PC também seria um sucesso com os smartphones. Crie um sistema operacional e o licencie para fabricantes. Afinal de contas, se funciona nos PCs, por que não funcionaria com a mobilidade?

O problema, neste caso, tem nome: Android. O sistema operacional do Google fazia isso de graça, ainda que houvesse algumas imposições, como a pré-instalação dos aplicativos da empresa para que o aparelho pudesse ter acesso à Play Store.

O Android acabou ganhando popularidade muito rápido e se tornou para os smartphones o que o Windows é para os PCs. Quando a Microsoft percebeu que cobrar pelo seu sistema não dava certo, o mercado já estava estabelecido com o duopólio entre Android e iOS.

O resultado: a Nokia era a única fabricante que lançava celulares com Windows Phone. Todas as outras grandes fabricantes abraçaram o Android. Empresas do segundo escalão no mercado de celulares HP chegaram a dar uma chance ao sistema da Microsoft, mas nunca deu muito resultado.

Concorrência fortíssima

O iPhone é uma marca amada mundialmente. Todos os anos, pessoas fazem filas na frente de lojas da Apple para comprar a nova versão do aparelho. O Android não tem um celular tão amado quanto o iPhone, mas o sistema em si é adorado por um grupo gigante e muito leal, que vê no sistema um contraponto ao ecossistema fechado da Apple.

Com a disputa tão forte entre essas duas partes, ficou difícil para a Microsoft se estabelecer como terceira via. A situação chegou a um ponto em que não importava o quão bom fossem os produtos da empresa, ela simplesmente não recebia a mesma atenção do público que as rivais.

  • To nem aí 😎🍺

    Resumindo , incompetência e falta de foco , me recordo que 3 meses antes do lançamento do WP8.x a Nokia lançou um high end , o L900 , que ficou largado as traças 3 meses depois , fora. as atualizações apenas prometidas , aquela UI horrível ……..tantas asneiras